segunda-feira, 5 de março de 2012

Na Alemanha, Dilma defende investimento em TIC

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Vitor CavalcantiVitor Cavalcanti
Cebit 2012 | 5 de março de 2012

Na Alemanha, Dilma defende investimento em TIC

Presidente também afirmou que liberará leilões para disponibilidade de 4G no País já em 2013
A abertura da Cebit 2012 teve sotaque brasileiro com direito até a apresentação de Carlinhos Brown. E não é por acaso, o Brasil é País parceiro do evento que acontece em Hannover (Alemanha) e é considerado um dos maiores do mundo em tecnologia da informação e comunicação (TIC). Em discurso durante a solenidade de abertura, a presidente Dilma Rousseff exaltou fatos recentes da economia brasileira e prometeu para maio o leilão de faixas de frequência para implantação das redes 4G no País.
“O crescimento continuado resultou em um processo de ascensão social. Pela primeira vez, metade dos 190 milhões de brasileiros pertence às classes médias. E isso tem impacto no uso de tecnologias digitais e o mercado brasileiro já tem proporção global”, afirmou a presidente, citando que o Brasil fechou 2011 como terceiro maior mercado em PC e quinto em celular. Além disso, ela lembrou que o País exportou US$ 2,5 bilhões em software e que já conta com 41 milhões de acesso à banda larga móvel. Mas frisou: “Temos que investir mais no setor”.
E por falar em Telecom, Dilma, ao ressaltar que o potencial do mercado brasileiro não tem passado despercebido, lembrou que o investimento estrangeiro em telco cresceu mais de seis vezes e prometeu: “31 mil quilômetros de fibra óptica serão instalados dentro do programa nacional de banda larga. Em maio, vamos licitaremos faixas para 4G e em 2013 já entra em operação nas cidades-sede da Copa 2014.”
A presidente disse, também, que, ainda este ano, investirá em cabos ópticos submarinos para melhorar a ligação com América do Norte, Europa e África, o que aumentará capacidade e reduzirá o custo. “A Cebit simboliza nova etapa na aliança Brasil/Alemanha e agora com foco em novas tecnologias e inovação.”
Na mesma cerimônia, a chanceler alemã Angela Merkel avaliou que a Cebit já há muito tempo não é mais apenas uma feira para demonstração de produtos. “Managing trust (tema do evento neste ano) é o fio condutor de negócio e deixa claro o que a Cebit representa, não é apenas uma feira de produtos, mas um debate de tecnologia para grandes e pequenas e médias empresas. Quem aproveita essas oportunidades quer ter a certeza de que seus dados não vão desaparecer.”
Seguindo a linha diplomática e mostrando as boas relações entre os dois países, Angela elogiou o desempenho do Brasil, que classificou de “impressionante”, e chamou atenção ao fato de mais de mil empresas alemãs atuarem no mercado brasileiro por encontrarem “regras e condições estáveis e propícias ao crescimento”.
Entretanto, entre o meio e o final de seu discurso, a primeira ministra alemã deu uma resposta aos crescentes questionamentos – inclusive da presidente Dilma – sobre a crise e sua condução pelos países mais ricos. Angela disse que entende a preocupação de Dilma com o tsunami da crise, mas que também se preocupa com medidas protecionistas, um claro recado a algumas práticas dos emergentes de forma geral e não apenas do Brasil para proteger indústria a interna.
*O jornalista viajou à Hannover a convite da T-Systems

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